Lingua do P.

Feito eu.

24 Março, 2008 · Deixe um comentário

Sou feito de mar
De escama e espuma
Sou feito de sol
Sou feito de sal
É pra praia que eu vou
Me ver refeito

Me deixa cair no balanço do abraço da onda desse mar
Me deixa cair nos teus braços e balançar

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E aí, Iaiá?

17 Março, 2008 · 1 Comentário

Me diz onde é que fica
Me dá o endereço
Me dá, que uma hora eu chego

Me fala a cor da casa
Se tem grade no portão
Se o cachorro é manso
Que é para eu poder entrar em paz

Me diz onde é que fica, com que roupa eu devo ir
Que eu tô saindo de casa para ir aí

Põe as roupas pra quarar
A toalha rendada na mesa do jantar
Que o dia vai, se refazer, vai, em alegria
Pede pro vizinho baixar o som
Quando o violão chegar
Pede o tom
E canta a melodia, Iaiá
Que a vida vai recomeçar

→ 1 ComentárioCategorias: Música. Acho.

Sexo animal 1: A LÍNGUA.

14 Março, 2008 · Deixe um comentário

Deitado, lambeu as partes como se pulga o incomodasse. Mas não era. Era costume. Olhou ao redor, onde nada lhe parecia de interesse no momento, bocejou. Ficou inerte por uns segundos. Mas logo avistou, do lado oposto da rua, sua vizinha mais deliciosa. E levantou calmamente. À caça. Espreguiçou o corpo – encostando o peito no chão e levantando o rabo ao máximo. Como carros não vinham, o passo da travessia foi lento. E ela nem o percebia. Ainda. Aproximou-se e cheirou as partes dela. O susto de sempre, o olhar para trás como quem pergunta O que fazes? Lambeu-lhe delicadamente o ânus. O amor era áspero.

Ao chegar em casa, a cena costumeira. Clara sentada no sofá alisando calmamente a cabeça de Bóris. Ao me ver, como que em sinal de respeito, ele levantou rapidamente para deitar-se no chão e deixar livre o lugar que era meu.
Mas não sem antes despedir-se de Clara. Lambendo as bochechas que, em seguida, beijei.

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¡Joder!

14 Março, 2008 · Deixe um comentário

¿Quem vem de lá?
¿Qué quieres?
Pois sabeis que aqui se faz, aqui se paga. Toma lá, dá cá. Olho por ojo, dente por diente. Estamos presos em terras de ninguém antes mesmo de pôr os pés nas tuas. En las calles tuyas, en las ramblas y paseos que jamás olvidamos. Nosso sangue és el sangre tuyo. Pelo menos era. Hasta ayer.
Paremos com isso.
Basta ya.
¿Vale?

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Hoje, no Diario de Pernambuco.

11 Março, 2008 · 1 Comentário

Prestígio - O renomado produtor artístico mineiro Chico de Paula convidou o pernambucano Pedrinho Fonseca para fazer a abertura do festival cultural da OI em Belo Horizonte, em abril, marcando os 20 anos da morte do poeta Paulo Leminski. Estará ao lado do carioca Chacal e do mineiro Makely Ka.

Por Daniella Gusmão.

→ 1 ComentárioCategorias: E tenho dito.